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PLACA NA ESTRADA DE CONCEIÇÃO DA BOA VISTA NAS PROXIMIDADES DO COLINA CLUBE

PLACA  NA ESTRADA DE CONCEIÇÃO DA BOA VISTA NAS PROXIMIDADES DO COLINA CLUBE

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

AS AVENTURAS DE JERÔNIMO "O HERÓI DO SERTÃO"

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O personagem Jerônimo, o Herói do Sertão, foi criado em 1953 por Moysés Weltman, para um programa de rádio do gênero novelas. Ele passou para os quadrinhos em 1957, publicado pela RGE e desenhado por Edmundo Rodrigues durante 5 (cinco) anos, 62 edições e 5 almanaques. Nos quadrinhos ele tinha como mãe Maria Homem. Seu companheiro era o "Moleque Saci" (que também teve direito a duas revistas extras de quadrinhos) e sua amada era Aninha. Defendia a cidade de Cerro Bravo contra os Bandoleiros Perneta, Caveira e Corisco.

Enredo:
Cerro Bravo, uma cidade do interior paulista, é dominada pelo Coronel Saturnino Bragança, rico fazendeiro que toma terras e obriga outros fazendeiros a entregarem suas propriedades, com a ajuda de seus capangas, alegando que suas escrituras são falsas. Todos temem o coronel, inclusive o prefeito. Por isso, apenas um misterioso cavaleiro escondido na mata é capaz de ajudar a população da cidade.

Esse cavaleiro é Jerônimo que, ao lado da noiva Aninha e do Moleque Saci, enfrenta as injustiças sociais, pondo os inimigos a correr a toque de bala.

No meio da história Jerônimo descobriu que o Coronel na verdade era membro de uma organização conhecida por "Mão Negra", cujo comandante só teria a identidade revelada no último episódio.

Jerônimo o Heroi do Sertão - Radio Nacional (1957)

01 - Um caso de atirador de punhais- Parte 1
02 - Um caso de atirador de punhais- Parte 2
03 - Jerônimo faz justiça
04 - Polvora Seca
05 - Emilinha Borba - Jerônimo (Bonus)

Para os colegas de geração que não perdiam os episódios de Jerônimo na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, uma oportunidade de matar a saudade.

NOTA: material extraído do blog BAUMUSICAL.BLOGSPOT.COM. Vale a pena visitá-lo.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

RECREIO ESPORTE CLUBE X ASTOLFO DUTRA


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Jogo realizado na "cancha da linha férrea" em Recreio. O vídeo mostra lances da partida disputada em 1952 

com o placar de 11 a 0 para o Recreio. Gols no primeiro tempo: Amarilio ao 9 minutos; Amarilio aos 18; 

Damião aos 25; Cabeleira aos 32 e aos 37 novamente. Segundo tempo: Cabeleira aos 30 segundos, 

Mosquitinho ao 3 minutos; aos 7 gol contra do zagueiro Jader; aos 35 Juarez Sobrinho, aos 38 Silvio e aos 

42 Amarilio.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

RELACIONAMENTOS

Lenira Rocha Peres Mercadante

“Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma. Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles”. Rubem Alves

Essa semana meu filho Armando Sérgio me mostrou um e-mail que recebeu com um texto de Rubem Alves chamado “Relacionamento”.

Achei tão interessante que resolvi compartilhar com os leitores do Mar de Morros as lições que retirei desse texto, escrito com uma simplicidade singular, porém merecedor de profundas reflexões.

Como o próprio nome diz, ele trata de relacionamentos entre casais, que eu me atrevo a estender também para relacionamentos familiares e entre amigos. O autor compara um relacionamento com dois jogos muito conhecidos entre nós: o tênis e o frescobol (este é aquele jogo que as pessoas jogam na praia com duas raquetes e uma bolinha).

Confesso que quando o autor propôs essa comparação não consegui identificar onde ele pretendia chegar. Mas à medida que fui lendo fiquei maravilhada com as idéias apresentadas pelo autor.

Ele diz que o relacionamento não pode ser igual ao tênis, pois nesse jogo o objetivo é derrotar o adversário. Joga-se tênis para fazer o outro errar, pois é por meio do erro do adversário é que se consegue a vitória.

No casamento os parceiros não podem se enxergar como adversários, mas sim como companheiros. Um não deve ter como objetivo alcançar o erro do outro, achando que assim sairá vitorioso. Na verdade, a derrota será dos dois, pois não existe relacionamento marcado pela competição, mas sim pela solidariedade.

É com essa idéia que ele defende o casamento frescobol, pois neste jogo não há adversários, pois o objetivo é manter a bola em movimento o maior tempo possível, um jogando para o outro por meio de suas raquetes. Ninguém fica feliz quanto o outro erra, diferentemente do que ocorre no tênis.

Esse é o casamento que se deve buscar, marcado pelo companheirismo, pela colaboração, pelos ideais em comum.

E se um errar no casamento frescobol? Comemorar como no tênis? Não, se desculpar e começar novamente esse jogo maravilhoso em que os sonhos do casal, as fantasias, os objetivos, as dificuldades devem ser conquistadas e superadas a dois. Um pelo outro.

Rubem Alves diz:

A bola do jogo são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá.... Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão.. O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde. Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração”.

Com essa citação termino esse meu artigo convidando a todos para aceitarem a reflexão proposta pelo autor e colocá-la em prática, inserindo a idéia do frescobol em nossos relacionamentos pessoais, familiares e profissionais.

Nota: artigo publicado no fanzine MAR DE MORROS.

CADA ANO NOVO É SEMPRE UMA ESPERANÇA

Lenira Rocha Peres Mercadante

“O ano será novo se, em nós e à nossa volta, superarmos o velho. E velho é tudo aquilo que já não contribui para tornar a felicidade um direito de todos. À luz de um novo marco civilizatório há que superar o modelo produtivista-consumista e introduzir, no lugar do PIB, a FIB (Felicidade Interna Bruta), fundada numa economia solidária”. (Frei Betto)

O Ano-Velho ficou para trás com tudo que vivemos, realizamos e deixamos de fazer. Ficaram apenas as recordações. É sempre bom lembrar: “viver bem cada momento da vida pois o que volta não é o tempo e sim a vontade de voltar”.

Desejo que 2011 seja melhor, cada vez melhor para todos. Que possamos iniciá-lo com o coração leve, sem magoas, rancores, ressentimentos e com muita esperança, pois só assim alcançaremos a paz tão desejada.

Que a chama da esperança em dias melhores não se apague e que persista sempre com sua luz nos fortalecendo e iluminando nossos caminhos.

Para aqueles que se encontram perdidos que consigam se encontrar através do auto-conhecimento.

Para os que perderam o rumo envolvendo-se com o álcool , as drogas e com o desânimo e a desesperança que encontrem seus caminhos através da superação e da descoberta do sentido da vida.

Para os desempregados que encontrem trabalho.

Para os doentes a perseverança , a fé e a saúde.

Para os que sofrem, consolo e coragem para mudar o que pode ser mudado e aceitar o que não tem jeito.

Para os abandonados o aconchego de um lar.

Para os idosos respeito e carinho.

Para as crianças um lar onde exista amor, carinho, respeito, alimento e que possam viver a infância com alegria.

Para os que sofrem perseguição e injustiça que encontrem forças e coragem para enfrentar a situação sem ódio e violência.

Que a violência em todas as suas manifestações possa ter um fim.

E para que isto aconteça é preciso eliminar as causas: quer sejam doença, traumas, conflitos familiares, desigualdade social e interesses econômicos.

Que todos nós possamos abrir nossos corações para Deus, pois só ele poderá nos dar o amor, o bálsamo para nossas feridas, a coragem, a perseverança, a sabedoria e a verdadeira paz.

A todos os leitores e familiares um feliz Ano-Novo. É preciso acreditar e lutar por dias melhores. Realismo sim, pessimismo não.

ENCONTROS E DESENCONTROS

Lenira Rocha Peres Mercadante

“Querer que o outro seja nossa imagem e semelhança mata o relacionamento humano”. (Armando Sérgio Mercadante)

O dia amanheceu com sol, mas um pouco frio. Levantei, tomei o café da manhã e me aprontei para ir ao dentista. Sai de casa e fui caminhando. Apressei os passos, atravessei a rua e segui pela calçada. Deparei-me com um mendigo que estava sentado debaixo de uma marquise. Seu aspecto causava tristeza: fisionomia de pessoa perdida, olhos arregalados e tristes, barba e cabelos grandes. Seus trajes de cor preta estavam sujos. Ao seu lado algumas sacolas, latas e um cobertor. Olhei para ele e rezei em pensamento: que Deus tenha piedade e misericórdia desse homem. Naquele momento nada pude fazer de concreto por ele.

Continuei pensando. Uma criança quando nasce, na maioria das vezes, é uma alegria para a família. E este homem, como muitos outros, o que teria acontecido para estar num estado tão deprimente, tão desumano? Como disse Cora Coralina “quebrando pedras e plantando flores” segui pela avenida, onde o movimento e o barulho eram grandes. A multidão espantava qualquer um. O número de pessoas cresceu de forma assustadora! Umas com expressão leve, outras cansadas e desanimadas, algumas sorrindo e outras ora apressadas, ora vagarosas.

Quando transitamos de um lado para o outro, às vezes vemos e não enxergamos ninguém. São travessias de desconhecidos. É o terrível anonimato das grandes cidades. Ao passo que quando encontramos pessoas conhecidas elas se transformam. Sorrisos, dizeres, acenos, um gesto que seja e aí está o significado da vida.

Imagina-se o encontro. Aquela mulher que vai na multidão é uma a mais. Mas ela chega em casa e encontra alguém que dá significado à sua existência porque sente a sua ausência. Sentir a ausência de alguém é dar sentido à sua existência. É a alegria de chegar em casa e saber que alguém está a sua espera. E chegar e não encontrar ninguém esperando é dor doída demais. É sentir-se esquecido e desprovido de cuidado. É estender as mãos para ninguém.

O encontro com o outro ou até mesmo os cantos que escolhemos para descansar de nossas andanças alivia. O coração sente a ausência e sentimos também a dor.

Como é bom voltar! Voltar para casa e encontrar os que amamos e que nos esperam e que nos amam também! Voltar a terra natal, à consciência...

Temos o poder de dar significado às pessoas que amamos e de tirá-las do meio da multidão e ajuda-las fraternalmente. Pessoas caídas que precisam de uma mão, pessoas fragilizadas precisando de uma palavra. E temos tantas e a usamos com tanto desperdício!

Em determinados momentos da vida torna-se mais significativo um aperto de mão, um abraço solidário, a cumplicidade diante da dor, do que palavras.

Carlos Drumond de Andrade, o nosso poeta maior, em sua sabedoria recomendava que antes de escrever os poemas é preciso conviver com eles. Antes do nascer da palavra há sempre um sabor de silencio que precisa ser sorvido. A boa palavra se alimenta de pausas e silêncios. Sócrates propunha: cada idéia tem que ser gestada antes de nascer.

Procuramos nossos companheiros como Drumond. “O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas”.

É preciso também nos dias de hoje, maior tolerância com os limites humanos. Temos medo das imperfeições e evitamos o outro no momento de sua fragilidade. Espera-se do outro que corresponda às nossas expectativas ao invés de vermos suas possibilidades. Queremos que ele não contrarie nossa vontade e nossos desejos. Ainda não aprendemos a conviver com as diferenças.

Encontrar valores requer paciência com os limites humanos. É isso que dá sentido a nossa existência.

Só se ama verdadeiramente depois de ter esbarrado nas imperfeições do outro e de ter conhecido sua pior faceta e mesmo assim continuar reconhecendo-a como parte a que não posso renunciar. Só o amor me faz conviver com o precário da vida, com a indigência humana.

O medo de não ser amado é recorrente em um mundo pouco preocupado com os sentimentos alheios.

Não há tempo para gastar com pessoas complicadas. Quem quer ensinar o pescador a pescar homens? Não há tempo nem disposição. São as margens que mais aparecem enquanto o coração se esvazia.

O banquete está posto, mais é também para os miseráveis. Salvar é retirar o outro de um lugar desfavorável e oferecer-lhe a oportunidade de superar o que lhe condena.

Santo Agostinho dizia que quem quisesse fazer o correto deveria primeiro amar, depois fazer qualquer coisa. Mas amar verdadeiramente. “Ama e faça o que quiseres”.

O amor não é construído somente de bons sentimentos. Como humanos experimentamos também os sentimentos que não são altruísticos como: ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado. Tudo isto nos fortalece na construção do aprendizado do amor. Sentindo todos esses sentimentos contraditórios e os superando.

Como diz Cora Coralina “quebrando pedras e plantando flores”, vamos de mãos de dadas conforme Drumond. A caminhada será mais leve por mais estreito e pedregoso que seja o caminho.

Nota: publicado no fanzine Mar de Morros.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

INAUGURAÇÃO DO CAMPO DO BOTAFOGO DE RECREIO

O campo do Botafogo de Recreio foi inaugurado, provavelmente, em 1953 ou 1954, onde é hoje o Bairro Planalto. Após a Missa Campal jogaram os infantis do Botafogo e Flamengo. A partida principal foi entre Botafogo e E.C. Santa Maria (Além Paraíba).

O TIME DO BOTAFOGO

Jornal "O VERBO" de 30 de novembro de 1952. "O BOTAFOGO SAGROU-SE CAMPEÃO DO TURNO - CANTAGALO FOI OPERADO E ESTÁ EM CONVALESCENÇA. Foi muito equilibrada a peleja final do 1º turno do Campeonato da Cidade e que reuniu, na cancha da linha férrea, os quadros do Flamengo e do Botafogo. Ambos os esquadrões lutaram com grande entusiasmo pela vitória de suas côres, principalmente o Botafogo, que desejava sagrar-se campeão invicto do 1º turno, sem o seu importante atacante Zezinho Cantagalo. Também o Flamengo, com um só ponto perdido em consequencia do seu empate com o Vasco, lutou leoninamente pela vitória, tentando derrubar o seu mais categorizado rival neste Campeonato". Segundo a notícia aos 25 minutos do primeiro tempo o Botafogo fêz 1 a 0 quando Zequinha escorando uma bola cruzada, conseguiu vazar a meta de Amerquinho. Aos 32 minutos do segundo tempo pênalti contra o Botafogo. Ciriaco desperdiçou a grande oportunidade. O jogo foi marcado pelo consagrado atleta Dedinho.
BOTAFOGO: De Gomes, Ranulfo e Betoca; Cobrinha, Teixeira e Lelinho; Geraldo Ferreira, Anderson, Jairo, Gilberto e Zequinha.
FLAMENGO: Amerquinho, Perilo e Lazinho; Alemão, Feijão e Paulo Lima; Genestal, Juarez Sobrinho, Zé Rita (depois Dinarte), Ciriaco e Biçá (depois Zequinha).

COLOCAÇÃO DOS CLUBES
1º - Botafogo com 0 pontos perdidos
2º - Flamengo com 3 pontos perdidos
3º - Fluminense com 4 pontos perdidos
4º - Vasco com 5 pontos perdidos


VIDEO DO JOGO BOTAFO X E.C. SANTA MARIA
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RECREIO E IDEAL - 1971












































































































































Fotografias extraídas do DVD gravado pelo Pedro Dorigo do filme de 16mm de Aristides Dorigo.

São algumas imagens do jogo entre Recreio e Ideal, no campo do Recreio, em 10 de março de

1971 quando o Recreio saiu vitorioso pelo placar de 1 a 0. Como a filmagem pecou pela qualidade,

as fotos extraídas do filme também apresentaram uma qualidade razoável.

IMPORTANTE: é o único registro existente entre Recreio e Ideal.















RECREIO 1 A 0 NO IDEAL EM 1971

FOTOGRAFIAS DE ALGUNS LANCES